Seminário Jarê na Chapada

O seminário Jarê na Chapada foi realizado no Campus Avançado da Chapada Diamantina (UEFS), sediado na Praça Horácio de Matos, Centro, em Lençóis.

Contamos com a presença de 61 pessoas, representantes de Casas e Terreiros de Jarê de Lençóis, Itaetê e Andaraí, representantes do poder publico de Andaraí e Lençóis e Pessoas da Comunidade de Lençóis.

Neydivaldo Santos, ex-presidente da associação do Palácio de Ogum apresentou os resultados do projeto Jarê Nossa Cultura, Nossa História e abriu a exposição apresentando os atabaques produzidos nas oficinas, banners com fotos dos terreiros e casas mapeadas, site com informações e notícias do projeto, CD com as cantigas de Jarê e calendário com o resultado do mapeamento das casas, terreiros e festas.

O cerimonia do l seminário foi conduzido por Líllian Pacheco e teve como palestrantes: Delmar Alves de Araújo, Professor de língua portuguesa, Vice Coordenador do Campus Avançado da Chapada Diamantina (UEFS) e Escritor, que abordou o tema: A História do Jarê na Chapada, surgimento e Influências. Emilio Carlos Ribeiro Tapioca, Diretor de Cultura / Secretaria de Educação, Esporte e Cultura de Andaraí, que abordou o tema: Como esta o Jarê na Chapada atualmente? Quais são os apoios políticos e culturais para a religião? Mila Maine da Silva Meireles, professora da rede pública Itaetê e filha de santo que abordou o tema: Relato de história de vida dentro do candomblé com ênfase nos preconceitos enfrentados. Pai Gil, de Lençóis que abordou o tema: Significados dos rituais (trabalho de iniciação, matança e caruru). Líllian Pacheco, educadora, escritora e criadora da Pedagogia Griô que abordou o tema: Como o Jarê e o Candomblé devem entrar no currículo escolar?

Foi ainda apresentado o vídeo sobre as oficinas e pesquisas do projeto e durante cada palestra os pais de santo, mães de santo, filhas e filhos de santo cantavam ao som dos tambores.

O seminário foi encerrado com a apresentação do espetáculo As Filhas de Oiá pelo grupo de teatro Família Griô de Mamulengo da Chapada, texto de Líllian Pacheco.

A exposição ficou aberta por duas semanas no Campus da UEFS e os Atabaques e Banners serão doados para os terreiros.

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